O dia em que descobri que tinha queratocone foi traumático, porque o médico disse-me que podia ficar cego. Não falou da probabilidade de isso acontecer, disse apenas que podia acontecer. E eu, com 24 anos, fiquei tão surpreendido que nem perguntei mais nada, só temi o pior ao longo de anos (este grupo de apoio teria sido muito importante para mim nesse período).
Felizmente, o meu queratocone só progrediu nos dois primeiros anos depois disso. Coloquei um anel intraestromal no olho esquerdo, o que ajudou a travar a progressão, e o mais chato foi passar anos com lentes rígidas que causavam irritação ocular à mínima poeira.
De há alguns anos para cá, com lentes esclerais semi-rígidas, vivo uma vida praticamente normal, com 90% de acuidade visual e pouca necessidade de humedecer e repousar os olhos.


Posted

in

by

Tags:

Comments

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *