Tratamento

A primeira opção de tratamento para pacientes com keratocone/queratocone é correcção com óculos, numa segunda fase a solução são as lentes de contacto do tipo rígida gás permeável ou lentes semi-rigidas. Esse tipo de lente não é flexível, de modo a criar uma aplanação da córnea, melhorando a qualidade da visão.

Esse tratamento requer uma grande dose de tempo e paciência. Quando a visão se deteriora a ponto das lentes de contacto não proporcionarem visão satisfatória, um transplante de córnea pode se fazer necessário para substituir a córnea afectada por uma saudável.

[b]Lentes de contacto[/b]

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Nos primeiros estádios da doença há sempre a possibilidade de correcção com lentes de contacto, contudo com o avanço torna-se cada vez mais a intolerância às lentes.

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[b]anéis – Intacs ou anéis[/b]

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Esta nova intervenção, recentemente aprovado pelo FDA ( Food and Drugs Administration ), consiste na utilização de um implante de um disco plástico entre as camadas da córnea com a finalidade de aplaná-la e trazê-la à sua forma natural. Os Intacs são desenhados para permanecerem no olho, embora possam ser retirados, caso seja necessário, ou seja é um procedimento totalmente reversível. O candidato ideal ao procedimento com Intac é aquele incapaz de usar óculos ou lentes de contacto, e com poucas alterações corneanas. são um importante avanço na correcção da visão. A cirurgia demora cerca de 30 minutos e apenas é usada anestesia local, e regressa-se ao quotidiano em 1 ou 2 dias.

[b]Transplante[/b]

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Em apenas cerca de 20% de casos de keratocone/queratocone é necessário fazer transplante de córnea. Neste processo, grande parte da córnea central do paciente com keratocone/queratocone é removida e substituída pela córnea de uma pessoa recém-falecida. Bancos de olhos em grandes cidades colectam córneas saudáveis de pessoas falecidas e atendem à solicitação de cirurgiões oftalmologistas que requisitam essas córneas. Este é um sistema altamente organizado e sofisticado. Os transplantes de córnea são operações muito comuns e de sucesso. A probabilidade de rejeição é menor do que a de qualquer outro órgão transplantado e não requer medicação imunossupressora por toda a vida, porque a córnea não possui irrigação sanguínea.

Pode ver imagens de um transplante de córnea aqui.

As imagens são explicitas e não são aconselhadas a pessoas facilmente impressionáveis.

Apenas 20% dos portadores de queratocone chegam a necessitar de um transplante de cornea, os restantes 60% conseguem ter acesso aos tratamentos disponiveis e viver assim por muitos anos sem que a doença evolua.

Em muitos casos, até conseguem resolver a situação com meras lentes de contacto.

Embora a taxa de sucesso de transplantes de córnea seja de 95%, este procedimento, como todas as suas operações, envolve riscos potencialmente sérios. Em casos em que o transplante não é bem sucedido, cirurgias posteriores podem ser solução.

A recorrência de keratocone/queratocone na córnea transplantada pode acontecer, mas é extremamente rara. A perda permanente e total de visão, embora extremamente rara, também pode ocorrer. O transplante de córnea é geralmente considerado em casos em que não se podem usar lentes de contacto ou essas não propiciam visão adequada, uma das opções mais viáveis. Embora o transplante cirúrgico de uma nova córnea resolva o problema básico de irregularidade na superfície da córnea, óculos ou lentes de contacto são geralmente necessários para correcção da visão. Em muitos casos, é preciso usar lentes de contacto RGP para corrigir a distorção da córnea que está algumas vezes associada ao transplante.

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Topografia corneana

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